16/10/2016

Confusão Nominal

"Riem de mim à verdade do dizer. Troçam de mim ao querê-las esclarecer. Heh. Depois me chamam de louco.

Olham para mim, como um anormal. Crianças, afinal. Que dirá seus pais ao vê-las, ignorantes como o são? Nada. Nada. Nada. Não suporto-os desde então.

Rude. Arrogante. Perturbado. Não me incomoda ser eu estranhado.

A máscara cai-se em mil frangalhos. Não sei o que dizer. Quero meu refúgio. Me esconder.

Doente. Débil. Diferente. Ninguém entende meu alvorecer. Quero gritar. Delirar. Gargalhar. Qual o problema? Deixe-me transparecer.

Mas algo limita-me. Uma parede. Muro de castelo; sem princesas para salvar; sem dragões para montar; sem nada para voar. Tudo é errado. Pernas pro ar.

Em beleza não há preço. Interessante questionar. Pergunte-me o quê é belo, e te direi: "Observar."

Ah!, como é doce essa ilusão.
Viver é se iludir. Acredita?

Tenho certeza que não."


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